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Famílias de 10 potiguares mortos na ditadura recebem certidões corrigidas em Natal

Famílias de 10 potiguares mortos na ditadura recebem certidões de óbito corrigidas Reproduação/Inter TV Cabugi Familiares de 10 potiguares mortos durante a...

Famílias de 10 potiguares mortos na ditadura recebem certidões corrigidas em Natal
Famílias de 10 potiguares mortos na ditadura recebem certidões corrigidas em Natal (Foto: Reprodução)

Famílias de 10 potiguares mortos na ditadura recebem certidões de óbito corrigidas Reproduação/Inter TV Cabugi Familiares de 10 potiguares mortos durante a ditadura militar brasileira receberam, nesta segunda-feira (15), certidões de óbito retificadas que passam a reconhecer oficialmente que essas pessoas morreram por ação violenta do Estado. A entrega dos documentos ocorreu durante a VII Solenidade de Entrega de Certidões de Óbito Retificadas das Vítimas da Ditadura Militar, que ocorreu no auditório da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A ação foi promovida pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e faz parte de medidas de reparação e reconhecimento histórico às vítimas da repressão política durante o regime militar. Uma das famílias que recebeu a certidão foi a do poeta e jornalista Hiram Pereira, que foi preso na ditadura e desapareceu em 1975. "É a primeira prova oficial, vamos dizer, é o primeiro momento em que o Estado efetivamente reconhece que matou o meu pai. Então, essa certidão vem como uma declaração de culpa, uma confissão do estado. E é isso que há muitos anos nós buscamos", falou a advogada Hanya Pereira, filha de Hiram. Quem recebeu as certidões As certidões corrigidas foram entregues aos familiares de: Anatália Alves Edson Alves Emmanuel Bezerra Hiram Pereira José Silton Luiz Gonzaga Luiz Maranhão Sebastião Gomes Virgílio Gomes Zoé Brito Para o funcionário público Osvagrio Ferreira, filho de Virgílio Gomes, de Santa Cruz, que foi morto em 1969, o documento também reconhece a importância da luta desses nomes pela democracia. "O documento em si é importante, dá dignidade, dá clareza dos fatos, mas mais importante é a repercussão disso junto às pessoas, que precisam reconhecer cada uma dessas pessoas que pagaram com a vida para que a gente pudesse hoje prosear tão livremente em todos os cantos do país", disse. Agora no g1 O que muda nos documentos Com a retificação, as certidões passam a registrar oficialmente que as mortes ocorreram em decorrência de ação violenta praticada pelo Estado brasileiro durante a ditadura militar. A correção dos documentos atende a recomendações da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e integra iniciativas voltadas à preservação da memória histórica e à reparação das famílias atingidas pela repressão do período. "Essa comissão foi criada em 1995 exatamente com a finalidade de reconhecer as mortes e reparar as famílias. Mas até 2010, 2014 esse reconhecimento era apenas formal. Não havia nada que materializasse esse reconhecimento", explicou Eugênia Augusta Gonzaga, presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos. "Agora, com essa política de retificação, graças a resolução 601, feita em conjunto com o CNJ, as famílias têm um documento sobre a verdadeira condição da morte dessas pessoas". Vídeos mais assistidos do g1 RN